Tradições que Atravessam Gerações
O 62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) promete ser um importante evento, onde o Nordeste, com a presença de 19 grupos, vai enriquecer a programação com suas tradições centenárias. Entre os dias 1º e 9 de agosto, o Recinto do Folclore “Professor José Sant’anna” será palco para manifestações culturais, como reisado, coco de roda, bumba meu boi, caboclinho, congos, ciranda e bacamarteiros. As apresentações organism serão uma oportunidade de vivenciar e celebrar a diversidade cultural do maior festival de cultura popular do Brasil.
A Representatividade de Sergipe no FEFOL
O estado de Sergipe se destaca com a maior quantidade de grupos participantes, totalizando cinco, o que também o coloca como o terceiro estado com mais representações na edição de 2026. Dentre as atuações mais notáveis, temos o Grupo Folclórico Batalhão de Bacamarteiros de Carmópolis, cuja história remonta ao século XVIII, nas plantações de cana-de-açúcar do Vale do Cotinguiba. Essa manifestação cênica caracteriza-se pela fusão de dança, música e os tradicionais disparos de bacamarte, que são uma herança cultural passada de geração para geração. Outros grupos que compõem a delegação de Sergipe são:
- Reisado Baile Estrela (Moita Bonita)
- Grupo Folclórico Parafusos (Lagarto)
- Ciranda de Roda (Lagarto)
- Bacamarteiros Cangaceiros de Lampião (Capela)
Os Destaques do Rio Grande do Norte
O Rio Grande do Norte também marca presença significativa, contando com quatro grupos que levam expressões culturais diversificadas. Entre eles, destacam-se o Coco do Calemba e o Pastoril Dona Joaquina, ambos oriundos de São Gonçalo do Amarante. A delegação potiguar também inclui:
- Caboclos de Major Sales – Malhação de Judas
- Caboclos e Rei de Congo do Mestre Bebé
Essas representações são imbuídas de forte herança indígena e afro-brasileira, refletindo a rica tapeçaria cultural da região.

Alagoas e sua Riqueza Cultural
Alagoas apresenta igual número de grupos, com quatro apresentações que remetem a tradições folclóricas vibrantes e ricas. Um dos grandes destaques é o Bumba Meu Boi Águia de Ouro, de Maceió, que carrega consigo uma trajetória de mais de quatro décadas. Além dele, o festival contará com:
- Coco de Roda Alagoano Evolução
- Coco de Roda Babaçu
- Grupo Parafolclórico Flor da Serra
Essas apresentações proporcionam um lindo mosaico da cultura popular alagoana.
O Impacto do FEFOL na Economia Local
A importância do FEFOL vai além do aspecto cultural, uma vez que também gera um impacto econômico significativo para a cidade de Olímpia. O festival atrai visitantes de várias partes do Brasil, promovendo o turismo e injetando recursos na economia local. Para Priscila Foresti, representante da organização, a presença do Nordeste é um privilégio que traz a alma pulsante da cultura popular brasileira à cidade. O prefeito Eugênio José Zuliani reforça essa ideia, afirmando que a presença do Nordeste no festival é um reflexo da diversidade que representa o Brasil como um todo.
A Diversidade das Manifestações Culturais
O festival é palco para uma ampla gama de manifestações culturais, que retratam a complexidade e a pluralidade das tradições nordestinas. Cada um dos grupos participantes traz uma narrativa particular, revelando a presença viva de heranças indígenas, africanas e europeias. O FEFOL não é apenas um evento, mas um espaço onde as histórias e as vivências se encontram e se entrelaçam, permitindo um diálogo entre o passado e o presente.
Novos Grupos e Estreias no Festival
Nesta edição, cinco grupos estão se estreando no festival, que é um indicativo da renovação e da continuidade das tradições. A inclusão de novas vozes e novas expressões artísticas demonstra não apenas a vitalidade da cultura do Nordeste, mas também sua capacidade de adaptação às novas realidades sociais e aos desafios contemporâneos. A participação de grupos jovens garante que as tradições continuem a ser valorizadas por novas gerações.
Participação dos Estados do Nordeste
Além dos já mencionados, outros estados nordestinos também estão bem representados no festival, cada um trazendo as suas tradições únicas.
- A Paraíba será representada pela Companhia de Projeções Folclóricas Raízes de Campina Grande, um grupo com 30 anos de atuação e experiência internacional.
- O Ceará estreia com o Grupo Miraira de Fortaleza, que é referência em pesquisa e difusão da cultura popular cearense.
- Pernambuco repete sua tradição com o Caboclinho Canidé de Goiana, reconhecido como Patrimônio Vivo do Estado.
- O Piauí leva os Congos de Oeiras, que representam uma manifestação ligada à religiosidade popular.
- O Maranhão participa com dois grupos de São Luís: o estreante Boi Encanto do São Cristóvão e o tradicional Boi de Palha, que é um veterano da edição do FEFOL.
Cultura Popular e suas Raízes
A cultura popular do Nordeste é uma expressão rica e multifacetada que inclui danças, músicas, ritmos e narrativas que fazem parte da identidade regional. Cada grupo que participa do FEFOL é um representante da cultura original do seu estado, e os visitantes são convidados a imergir nas raízes e nas histórias que definem essa diversidade. Manifestamos a alegria e a importância de celebrar a cultura através da arte.
O Legado do FEFOL para o Brasil
O FEFOL se consolidou ao longo dos anos como um dos principais eventos para a difusão da cultura popular brasileira, e este ano se espera que a presença sudestina e nordestina traga não só um prazer estético, mas também um entendimento mais profundo sobre as multiplicidades que compõem a identidade nacional. Ao promover essa diversidade no palco, o festival não apenas celebra, mas também educa e conecta os participantes com a rica cultura do Brasil.
Serviço
62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL)
Data: 1º a 9 de agosto de 2026
Local: Recinto do Folclore Professor José Sant’Anna
Endereço: Av. Menina Moça, 800 – Olímpia/SP
Entrada: Gratuita

